quinta-feira, setembro 20, 2012

München, que linda!

Chegamos em Munchen de trem, o que significa que desembarcamos na Hauptbahnhof, a estação central. Nós brasileiros não temos "estações centrais" porque nossos transportes coletivos são sofríveis, portanto quando nos deparamos com uma estação daquele tamanho ficamos perdidos, é enorme, com muita gente, muitas lojas. Eu, que não tenho o menor senso de direção, custei a aprender os caminhos.
Na Hauptbahnhof se concentram todos os trens que saem de München para todas as cidades da Alemanha e da Europa, as linhas de metrô, as linhas do S-bahn, as linhas do trenzinho elétrico, enfim, é tenso, mas super prático e desenvolvido.
Ficamos hospedados no Concept Living Munich, que fica em um bairro super residencial, muito bonito, a seis estações de metro da Hauptbahnhof. A experiência de ficar fora do centrão onde estão localizados os hotéis é muito boa, dá uma idéia melhor de como é de fato a vida na cidade.

Nosso apartamentinho

Nossa rua

München é uma cidade pequena, comparada ao Rio de Janeiro, só tem 1.300.000 habitantes. Não é tão linda como Paris, Londres e Madrid, mas é encantadora.
Nosso primeiro passeio foi na parte central, onde há as ruas de pedestres, a Marienplatz, onde fica a Rathaus (prefeitura) e o Viktualienmarkt.
As ruas de pedestre são como as de quase todas as cidades da Europa, com barraquinhas de frutas (estava bem na época das berrys, comemos morangos até não poder mais), artistas de rua, turistas e lojas, muitas lojas. Como sempre tem a rua das lojas grifadas (Maximilienstrasse) em que a gente vai só olhar as vitrines e as demais (Kaufingerstrasse e Weinstrasse), onde a gente se acaba, na Zara, na H & M, na Mango, uma festa.
O prédio da Rathaus é lindo, e tem um carrilhão que toca às 11:00 e às 17:00 e os bonequinhos dançam. Fica lotado de turistas nestes horários para assistir.


Marienplatz

Rathaus

Carrilhão


Há também muitas igrejas bonitas. A Peterkirche tem uma torre alta onde se pode subir para ver a vista da cidade. A Ana Clara, no primeiro dia do curso, fez um pequeno tour pela cidade em que visitaram a igreja. Ela subiu na torre (n/r: num arroubo de excitação turística que provavelmente jamais irá se repetir), e passou dois dias com dor nas pernas. Eu não arrisquei a subida.
Peterkirche

A torre


A vista da torre


Allerheilingen.Hofkirche

Altes Rathaus

O Viktualienmarkt foi o que mais me deixou saudades. É um mercado de rua com muitas barracas. Mil coisas deliciosas, queijos, embutidos de todos os tipos, legumes, verduras, flores, artesanato, pequenos restaurantes e um biergarten, pois afinal é a Bavária. Fiquei freguesa da barraquinha de sucos naturais, várias combinações, cada dia eu provava uma diferente por apenas 1,5 euros cada copão. Quem diria, ter que ir para a Alemanha para beber suco de frutas barato?
Fiquei também freguesa da "barraca da Itália" - esse nome fui eu quem deu -, que oferecia uma variedade enorme de azeitonas, temperadas ou não, alcachofras, burratas, antepastos de beringela e pimentão, camarões, tudo de bom.





Nos próximos posts, mais de München!







segunda-feira, setembro 03, 2012

Alemanha e mais

Planejando

Comecei a preparar esta viagem com mais de um ano de antecedência. Tive a ideia quando estávamos na Espanha estudando espanhol. A Ana Clara esturdaria alemão durante duas semanas e em seguida viajaríamos mais quinze dias.
Nessa viagem iríamos só nós duas. No entanto, faltando pouco mais de um mês para embarcarmos, minha querida amiga Maria Ângela resolveu ir conosco, não para a viagem toda, mas passando somente a primeira semana com a gente em Munique, e foi ótimo.
Nossa programação foi toda feita a partir da decisão de que as aulas seriam em Munique, pouso da nossa primeira quinzena. Sempre que viajamos tentamos conhecer o máximo de lugares possível, dessa vez não foi diferente.
Assim ficou a programação: chegaríamos em Frankfurt e seguiríamos direto para Munique. Visitaríamos Regensburg, Heildelberg, o Castelo Neuschwanstein, em Füssen, e Bamberg. Todas esses lugares seriam no esquema "bate e volta", ou seja, viagens de um dia.
Depois o roteiro seria: Berlin, Dresden, Hamburgo, Copenhagen, Oslo e Frankfurt só para voltar para casa, já que não fizemos visita à cidade.
Cumprimos toda a programação, exceto por Bamberg. Fico com pena de não termos ido, mas às vezes é melhor desistir de algo a ficar muito cansado e estragar outros dias. Contarei detalhes nos próximos posts.
Como visitaríamos muitas cidades e eu não tenho a menor simpatia por voar, comprei  um passe de trem, o que se mostrou super prático e atendeu totalmente às nossas necessidades e expectativas, fora o fato de que eu adoro trem. 
Comprei um passe de 8 dias em 2 meses em 2 países, o que nos custou R$ 1.462,50 para as duas, para toda a viagem (exceto de Copenhagen a Oslo, que fomos de avião, pois de trem nós perderíamos um dia inteiro só em deslocamento).
De todo este trecho, o único que não fizemos de trem foi a visita ao Castelo de Neuschwanstein, pois decidi contratar um day trip em uma agência de viagens e acho que a decisão foi muito acertada. Depois, quando eu fizer o post, os motivos serão explicados.
Os demais preparativos foram como sempre. Todos os hotéis foram reservados no www.booking.comO curso de alemão foi contratado com a CI. Quando fizemos o intercâmbio na Espanha eu contratei lá, fiquei bem satisfeita, repeti a dose. O passe de trem também comprei com eles. A escola foi a DID Deutsch Institut, e a Ana Clara ficou super satisfeita.
Contratamos o curso juntamente com a estadia, e é muuuuuuuuuuito mais barato do que ficar em hotel. Quando fomos à Espanha ficamos em uma residência estudantil, dividindo o apartamento com outros estudantes, mas desta vez decidi que ficaríamos em um estúdio só para nós. Ficamos super satisfeitas com a acomodação, contarei com mais detalhes no post de Munique.
A escolha das cidades foi feita principalmente no site Germany.Travel e no Key Guide - Guia da Alemanha, da editora Folha de São Paulo. Além disso, consultei um milhão de coisas na internet.
As passagens aéreas comprei com a Lufthansa, muita boa companhia. A passagem de Copenhagen para Oslo comprei na Scandinavian Airlines . Como não gosto de voar, sempre procuro comprar vôos sem escalas, portanto fizemos, Rio de Janeiro-Frankfurt e, no retorno, Oslo-Frankfurt-Rio de Janeiro. O seguro de viagem foi feito na Mondial.
Sempre que vamos a alguma cidade em que teremos muitas atrações a visitar, eu gosto de comprar um City Pass. Os nome variam de cidade para cidade mas costuma ser muito vantajoso. A coisa funciona da seguinte maneira: em geral pode-se comprar para 24, 48 ou 72 horas. Durante o período escolhido você pode visitar quantos pontos quiser dentro dos oferecidos pelo pacote. Alguns, além das atrações, ainda oferecem o transporte coletivo incluso. Além de ser uma boa economia de dinheiro, o que eu mais gosto é que não se entra nas filas, quem tem o passe entra direto, e dependendo de onde se está visitando, essa vantagem já compensa tudo.
Compramos desse passe para nossa visita a Berlin, lá chama-se Berlin Pass, foi um sucesso, como sempre, e ainda dei sorte porque quando eu comprei estava com um desconto especial. Sempre compro pela internet, só trocamos pelo passe quando chegamos na cidade. Em geral vem também com um pequeno guia.
Contratei também a viagem aos fjordes pela internet, o que explicarei com calma no post correspondente.

Primeiras Impressões

Esperando nosso trem de Frankfurt para Munique

Estávamos cheias de expectativas a respeito da Alemanha. Imaginávamos que as pessoas eram muito sérias, muito fechadas. Pensávamos uma Alemanha impecavelmente limpa com poucas crianças e muitos imigrantes.
Pois bem, nada disso se confirmou. O alemão, especialmente o bávaro, é muito alegre, animado e simpático. Na verdade não sei por que pensávamos que eram sérios, um povo que ama cerveja não poderia ser sisudo e antipático.
Claro que é um país super desenvolvido - basta dizer que os transportes públicos não tem catracas, você paga a passagem e valida numa máquina, sem passar por nenhuma roleta ou qualquer controle de bilhete. Mas não é uma limpeza imaculada como eu fantasiei.
Quanto a ser uma população envelhecida, com poucas crianças, devem ser dados estatísticos desatualizados. Eu nunca vi tantas crianças, principalmente bebês, em toda a minha vida. A quantidade é espantosa, e eles são lindos.
Outras quantidades que nos surpreenderam foram as de bicicletas e as de cachorrinhos.
Acredito que toda população tenha bicicleta e elas de fato são usadas como meios de transporte.
Já os cachorrinhos podem entrar em todos os locais, lojas, metrô, trem, ônibus. restaurantes, etc, adorei!
Quanto aos imigrantes, nos pareceram poucos em relação a outras cidades da Europa.
Adoramos a Alemanha, especialmente a Bavária. Super valeu a viagem. Terei muito para contar.


Karlstor

Neuhauser Strasse


 Kaufingerstrasse

Platzl - Rua da Hofbrauhaus


Até o próximo post.


sexta-feira, julho 20, 2012

Roma

Nossa viagem para o Egito foi feita via Roma, então aproveitamos para conhecer a capital Italiana, que somente o Júlio já conhecia.
A excitação com o Egito era tanta que eu nem planejei muito os dias que passaríamos em Roma. Acho até que foi bom, contribuiu para que fosse especialmente encantador, foi quase uma surpresa.
Diferentemente do meu querido Guilherme, eu não acho que Roma é uma Salvador que deu certo. Achei tudo incrivelmente lindo, não só a cidade, a arquitetura, os monumentos, mas também as pessoas, as pizzas e os gelatos.
As pessoas são especialmente bonitas, até as que não são jovens. Todo mundo super bem vestido, os homens com aqueles sobretudos em cima dos ternos, cachecóis, sapatos lindos, e tem poucos carecas.
Tem lojinhas de pizza de 10 em 10 metros. São assim: ficam muitos tabuleiros expostos com vários sabores, você escolhe as que você quer, o tamanho da fatia, que é pesada, e pronto, é só comer. Claro que tem também do jeito tradicional, sentar no restaurante e pedir a pizza.
Ficamos hospedados no Best Western Spring House. Aliás, essa rede de hotéis, a Best Western, é sempre uma boa opção, na dúvida essa escolha não tem erro.
O hotel era super perto do Vaticano, dava para ir a pé, a poucos metros da estação do metrô e perto de vários restaurantes e farto comercio, ou seja, ótima localização.
Chegamos em Roma no início da tarde e já saímos para ver o mundo. Adoro chegar, só quero saber de largar as malas e sair correndo para rua.
Logo paramos numa lojinha de pizza a quilo, uma delícia.
Fomos para a Piazza di Spagna. Delícia ficar sentado nas escadarias, vendo aquela multidão passar. 




Seguimos para a Fontana de Trevi. Que espetáculo. Sempre bato na mesma tecla, sempre vou bater: nenhuma fotografia ou descrição pode nos dar a dimensão do que é ver algo de perto. Eu sabia que a fonte era grande, mas não tinha idéia de como é realmente monumental, é realmente linda e merece toda a badalação.



Andar em Roma não é muito fácil, mesmo com mapa, pois as ruas não são paralelas, e elas vem de todos os lados, ruelas, e se encontrar em pequenas praças, achei lindo. (Nota da revisora: Na realidade, a exuberância de pequenas praças parece um reflexo do crescimento não-planejado da cidade, ou em outras palavras, "Sobrou um espaço aqui! Vamos chamá-lo Praça e dar a ela um nome de tartaruja ninja." Ainda assim, é mesmo muito belo.)








Reconhecem? Os romanos trouxeram umas lembrancinhas do Egito.


Seguimos para o Pantheon. Não vou ficar falando de cada atração, ficaria repetitivo dizer como tudo é lindo. De lá seguimos para a Piazza Navona.



Pantheon



Ah, isso sim para mim é uma das melhores experiências. Sentar em um dos inúmeros restaurantes da Piazza, comer, beber e ver o povo passar. Que delícia. Comemos super bem em toda nossa estada.





Eu havia comprado nossas entradas para o Vaticano e para o Coliseu, no Brasil, pela internet. Sempre que é possível eu faço isso. Comprando antecipadamente pela internet você não precisa ficar nas filas, que em geral são enormes. No Coliseu e no Vaticano as visitas são com hora marcada. Eu comprei o Vaticano para a primeira hora, e foi o melhor que eu fiz, pois fomos os primeiros, sem a multidão.
As entradas foram compradas para nosso terceiro dia, decidimos deixar o segundo para dia de compras. Eu e Ana Clara fomos ver as lojas e os meninos alugaram uma vespa e foram passear.
Nos divertimos vendo as lojas e fazendo compras e voltamos a Piazza Navona para almoçar, me deliciei com uma alcachofra, fico babando só de lembrar, lembro com saudades.

Os olhinhos até fechados, de tão gostoso que estava.


Cada noite fomos a um restaurante diferente, nas proximidades do hotel. Não lembro do nome de todos eles, é pena pois todos foram ótimos, mas um deles vai ser inesquecível, o japonês Zen Sushi Ambiente super agradável, gente bonita, bem vestida, bom atendimento. É um tipo daqueles que os pratinhos vão passeando na esteira e a gente vai pegando. 
Tudo estava ótimo, a Ana Clara e o Bernardo comeram tanto que saíram passando mal, mas o campeão foi um tiramissú de morango que nunca esqueceremos.
Antes de uma viagem à Itália é super recomendável fazer uma dieta, porque é tenso, tudo é gostoso.


No dia seguinte fomos logo cedo para o Vaticano. Tudo maravilhoso. 
Foi super emocionante a visita à Capela Sistina, emoção semelhante a de ver a Monalisa ou os girassóis do Van Gogh ou a Santa Ceia. Na teoria não pode tirar foto, tem muitos seguranças lá dentro, mas fato é que todo mundo fotografa e os guardinhas de vez em quando falam para parar, mas todo mundo tira. A Itália é meio esculhambada.




Isso é uma pintura, o relevo é efeito produzido pelo pintor. Incrível.





A Capela fotografada clandestinamente

Do Vaticano fomos para a Praça de São Pedro. Novamente, maravilhoso. A Basílica é muito maior do que eu imaginava, aliás, mais tudo: mais bonita, mais impressionante, mais, mais.











As visitas ao Fórum Romano e ao Coliseu também foram ótimas. Claro que depois de termos visto tudo aquilo que vimos no Egito, coisas construídas em 90 dc nem são tão impressionantes, mas somente na comparação porque sem comparar é realmente incrível.



















Além desses, que eu acho que são os pontos principais e imperdíveis, fomos aos jardins da Villa Borguese, onde alugamos um carrinho de pedalar para quatro pessoas que nos divertiu muito. 








Fomos também ao castelo de Santo Angelo, foi ótima a visita, a vista de lá de cima é linda.


Castelo Santo Angelo




Vista do Castelo Santo Angelo







Outra experiência que tem que ser vivida na Itália é saborear um gelato. Olha que eu nem ligo para sorvete, mas um gelato é um gelato.







Nós adoramos. Espero poder retornar à Itália em breve, voltaria sem pestanejar à Roma, será daquelas cidades que sempre acharei que vale a pena.


Agora farei uma pausa, pois estamos de malas prontas para a Alemanha! Não sei se conseguirei postar de lá, com certeza vou postar fotos no Instagram, e a pausa no blog não será um problema, o que não vai faltar é assunto na volta.