Na véspera de seguirmos para Luxor, os meninos não poderiam mergulhar em virtude da viagem de avião. Deixamos então para neste dia fazermos o passeio a Ras Mohammed National Park.
Como o nome diz, se trata de um parque nacional, toda sua área tem os recursos naturais protegidos.
É bastante bonito, mas não sei se é o meu gosto pessoal, ou se nós brasileiros estamos muito acostumados com natureza... O fato é que eu não fiquei super encantada, embora sem dúvida sua beleza tenha seu valor.
É possível fazer este passeio de ônibus e de barco, e nós fomos de ônibus. A primeira parada foi no local das fotos acima.
A foto seguinte é a entrada do parque, essas pedras estão escrevendo Allah, foi o que o guia nos disse, e nós acreditamos.
Depois paramos para ver uma área de mangue. Pelo que eu entendi, vegetação de mangue deve ser uma coisa muita estranha e espetacular para europeus, pois o guia falou como se estivesse mostrando um dinossauro vivo, uma coisa super diferente e espetacular. Para nós não se trata de nada demais.
Depois fizemos uma parada para observar uma rachadura no chão causada por um terremoto. Isso me chamou bastante a atenção.
Paramos, então, para o mergulho de snorkel, que infelizmente não foi possível, pois a água estava super gelada, molhamos os pés e desistimos. Os meninos ainda entraram um pouco, mas estava impossível. Ficamos sentados na areia e quando retornamos ao ônibus descobrimos este viajante clandestino, que aparece na mão do Júlio na foto abaixo, veio junto de nossas roupas.
O passeio foi bom, mas não impressionou. Comparado com a noite com os beduínos foi meio sem graça.
E assim terminaram nossas aventuras em Sharm El Sheikh. De lá seguimos para Luxor, pedi ao Júlio que fizesse uma resenha sobre os mergulhos e o passeio de quad bike que eles fizeram no deserto e estou aguardando, espero que ele termine logo.
Para fechar Sharm quero contar de nosso amigo Salah. Todas as noites nós fomos a Naama Bay, começamos pegando os táxis especiais do hotel, na tentativa de evitar aquele pechinchar sem fim. Um dos dias, os táxis do hotel já tinham terminado o expediente, não nos restou outra alternativa a não ser pegar os táxis que ficavam na porta do hotel.
Ao chegarmos lá, perguntamos ao primeiro da fila o preço, que nos pareceu totalmente razoável, embarcamos todos. Assim conhecemos Salah. Ele é um egípcio daqueles que se veste com aquele roupão tradicional, até os pés. Logo que entramos no táxi, ele e o Júlio iniciaram logo uma conversa (quem conhece o Júlio entende o que eu estou falando, o quanto ele é conversador). Logo Salah estava tentando nos ensinar a contar até dez em árabe. Claro que foi um esforço totalmente inútil - ô língua impossível -, mas o fato é que nos rendeu grandes risadas.
Ao chegarmos a Naama Bay o Júlio perguntou se ele se interessava em vir nos buscar para o retorno ao resort. Salah prontamente disse que sim e nos deu seu número de telefone. Quando fomos pagar ele nos disse, para nosso espanto: me paguem tudo na volta.
Este sujeito, que nunca nos tinha visto, confiou que nós o chamaríamos no retorno e pagaríamos então as duas corridas.
Com isso ele nos ganhou de vez, ficou de nosso motorista até o dia de nossa partida. Pessoas como ele contribuíram para que nossa idéia a respeito dos muçulmanos mudasse completamente, embora aquela primeira impressão de seriedade, devido as roupas e a marca na testa, característica de encostar a cabeça no chão durante a reza, escondem pessoas alegres e satisfeitas em conversar com os estrangeiros.
Júlio e Salah
Se eles estão dizendo que está escrito Allah .. então está! Não consigo associar nada gelado ao Egípcio, nunca pensaria que a água pudesse ser geladona! Realmente não pareceu nada tão excepcional, mas só de ser egípcio já é bem legal! E deve ter sido interessante perceber como pra eles esse parque era demais, se eles vierem ao Brasil morrem de encanto! rsrsrs
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