Quando comecei a planejar a viagem, Luxor não estava em meus planos, não por não ter atrativos, mas sim pela distância do Cairo e de Sharm. A cidade fica bem ao sul do Egito e só se chega pelo Cairo, aliás me pareceu que todos os vôos sempre partem e chegam ao Cairo.
Quando mostrei nossa planilha de viagem ao Júlio, ele fez algumas pesquisas e descobriu que lá se faz passeios de balão, e assim Luxor entrou no roteiro.
Foi muito acertado, pois as pirâmides que me desculpem, mas achei tudo em Luxor muito mais impressionante e majestoso.
Há, na minha opinião, quatro atrações que não se pode deixar de ver em Luxor: Templo de Luxor, Templo de Karnak, Vale dos Reis e Templo de Hatshepsut.
Luxor está situado onde na antiguidade foi Tebas. Os templos de Luxor e de Karnak foram construídos em homenagem ao deus Amós. Karnak começou a ser construído aproximadamente 2200 AC e o templo de Luxor mais ou menos 1350 AC, e ambos foram ampliados e modificados pelos faraós que se seguiram aos que iniciaram a construção, depois pelos romanos e por fim pelos muçulmanos.
Para mim foi uma experiência muito especial olhar para tudo aquilo e saber que sua construção se deu há quase 4000 anos passados. Pensar que em 1500 os portugueses chegaram a nossa terrinha e só tinha cabana de palha (tudo bem que estou levando ao extremo, a Europa já era quase civilizada) e praticamente nenhuma tecnologia e eles tinham sido capazes de colossal engenharia há tanto séculos...
Sempre digo que não é possível saber de fato como é uma experiência, sem viver, sem ver ao vivo e a cores. Isso vale para tudo, o calor, a neve, o deserto, os cheiros, e super vale no caso desses templos. Não adianta, mesmo com as fotos não se tem idéia da dimensão da coisa, simplesmente não cabe na foto. E não esqueça, foram feitos há 4000 anos atrás.
Entrada do templo de Luxor
Os templos foram modificados ao longo dos tempos. Nesta foto pode-se ver a mesquita construída no templo.
As paredes são todas com inscrições como esta.
Este vídeo é do templo, mas o objetivo maior que tínhamos quando filmamos foi capturar "o som do Egito", que eu denominei assim. Os muçulmanos "rezam" 5 vezes ao dia, e a reza do amanhecer e do entardecer são especiais. Todos os dias, nesses dois horários, este som toma a cidade.
O templo de Karnak fica numa reta do templo de Luxor, e ambos são em homenagem a Amós. O guia nos contou que em tempos dos festivais em homenagem aos deuses, se ia de um templo ao outro, como numa procissão.
Isto é uma peça só. É granito. E pasme, não tem granito em Luxor, vinha tudo de Assuã, que fica a bons quilômetros mais ao sul.
Isso é um Cartouche, esta representação oval com o nome do faraó. Através destes cartouches pode-se identificar qual faraó foi o idealizador da construção.
Fiquei tão interessada em contar dos templos que não falei nada da cidade de Luxor. É uma cidade infinitamente menor que o Cairo, às margens do Nilo (tudo é às margens do Nilo, exceto Sharm, que é as margens do Mar Vermelho). Eu achei até bem bonitinho, mas passamos pela mesma situação de perturbação de vendedores.
Eu não havia contratado transfer em Luxor, então a perturbação começou já na saída do aeroporto. Os motoristas quase saiam no tapa para pegar os passageiros.
Assim que chegamos ao hotel resolvemos sair e dar uma caminhada a pé. Em Luxor tem muitas charretes (caleches), e a coisa funciona assim: você vai caminhando e a "caleche" vai te acompanhando, te perseguindo, te enchendo o saco. Resistimos até que não pudemos mais, sucumbimos e fomos levados até o templo de Luxor de caleche, por um precinho ótimo. Foi nosso erro, como o preço foi bom, aceitamos retornar ao hotel com o mesmo "calecheiro" que nos cobrou um absurdo pelo retorno, que pagamos para nos livrarmos dele.
Mas veja bem, mesmo com esses inconvenientes vale super a pena.
Ficamos hospedados no Sheraton Luxor Resort. Foi bom, mas o hotel está um pouco velho e não está de acordo com o que se vê no site.
Jantamos em um dos restaurantes do hotel, um italiano de primeira, recomendo.
No próximo post eu conto sobre o Vale dos Reis e o Templo de Hatshepsut. Até lá!

Oooohhhh que lindo! Parece uma volta no tempo mesmo! Ansioso pelo próximo post, o Vale dos Reis é demais! Essa cidade parece ser aquilo tudo que se espera do Egito, sem as pirâmides hehe Uma pena que tenham esses fulanos chatos atrás de você, eu ia ficar muito irritado com isso rsrs Mas, tem que se levar na esportiva pra não se estressar né? Adorando o blog!
ResponderExcluirAs fotos estão lindíssimas... Sempre há algum contratempo, o jeito é descontrair para não acabar com o passeio! Me recordo agora de nossas aulas naquele cemitério inca, que saudade!!!!
ResponderExcluirBjos