sexta-feira, julho 20, 2012

Roma

Nossa viagem para o Egito foi feita via Roma, então aproveitamos para conhecer a capital Italiana, que somente o Júlio já conhecia.
A excitação com o Egito era tanta que eu nem planejei muito os dias que passaríamos em Roma. Acho até que foi bom, contribuiu para que fosse especialmente encantador, foi quase uma surpresa.
Diferentemente do meu querido Guilherme, eu não acho que Roma é uma Salvador que deu certo. Achei tudo incrivelmente lindo, não só a cidade, a arquitetura, os monumentos, mas também as pessoas, as pizzas e os gelatos.
As pessoas são especialmente bonitas, até as que não são jovens. Todo mundo super bem vestido, os homens com aqueles sobretudos em cima dos ternos, cachecóis, sapatos lindos, e tem poucos carecas.
Tem lojinhas de pizza de 10 em 10 metros. São assim: ficam muitos tabuleiros expostos com vários sabores, você escolhe as que você quer, o tamanho da fatia, que é pesada, e pronto, é só comer. Claro que tem também do jeito tradicional, sentar no restaurante e pedir a pizza.
Ficamos hospedados no Best Western Spring House. Aliás, essa rede de hotéis, a Best Western, é sempre uma boa opção, na dúvida essa escolha não tem erro.
O hotel era super perto do Vaticano, dava para ir a pé, a poucos metros da estação do metrô e perto de vários restaurantes e farto comercio, ou seja, ótima localização.
Chegamos em Roma no início da tarde e já saímos para ver o mundo. Adoro chegar, só quero saber de largar as malas e sair correndo para rua.
Logo paramos numa lojinha de pizza a quilo, uma delícia.
Fomos para a Piazza di Spagna. Delícia ficar sentado nas escadarias, vendo aquela multidão passar. 




Seguimos para a Fontana de Trevi. Que espetáculo. Sempre bato na mesma tecla, sempre vou bater: nenhuma fotografia ou descrição pode nos dar a dimensão do que é ver algo de perto. Eu sabia que a fonte era grande, mas não tinha idéia de como é realmente monumental, é realmente linda e merece toda a badalação.



Andar em Roma não é muito fácil, mesmo com mapa, pois as ruas não são paralelas, e elas vem de todos os lados, ruelas, e se encontrar em pequenas praças, achei lindo. (Nota da revisora: Na realidade, a exuberância de pequenas praças parece um reflexo do crescimento não-planejado da cidade, ou em outras palavras, "Sobrou um espaço aqui! Vamos chamá-lo Praça e dar a ela um nome de tartaruja ninja." Ainda assim, é mesmo muito belo.)








Reconhecem? Os romanos trouxeram umas lembrancinhas do Egito.


Seguimos para o Pantheon. Não vou ficar falando de cada atração, ficaria repetitivo dizer como tudo é lindo. De lá seguimos para a Piazza Navona.



Pantheon



Ah, isso sim para mim é uma das melhores experiências. Sentar em um dos inúmeros restaurantes da Piazza, comer, beber e ver o povo passar. Que delícia. Comemos super bem em toda nossa estada.





Eu havia comprado nossas entradas para o Vaticano e para o Coliseu, no Brasil, pela internet. Sempre que é possível eu faço isso. Comprando antecipadamente pela internet você não precisa ficar nas filas, que em geral são enormes. No Coliseu e no Vaticano as visitas são com hora marcada. Eu comprei o Vaticano para a primeira hora, e foi o melhor que eu fiz, pois fomos os primeiros, sem a multidão.
As entradas foram compradas para nosso terceiro dia, decidimos deixar o segundo para dia de compras. Eu e Ana Clara fomos ver as lojas e os meninos alugaram uma vespa e foram passear.
Nos divertimos vendo as lojas e fazendo compras e voltamos a Piazza Navona para almoçar, me deliciei com uma alcachofra, fico babando só de lembrar, lembro com saudades.

Os olhinhos até fechados, de tão gostoso que estava.


Cada noite fomos a um restaurante diferente, nas proximidades do hotel. Não lembro do nome de todos eles, é pena pois todos foram ótimos, mas um deles vai ser inesquecível, o japonês Zen Sushi Ambiente super agradável, gente bonita, bem vestida, bom atendimento. É um tipo daqueles que os pratinhos vão passeando na esteira e a gente vai pegando. 
Tudo estava ótimo, a Ana Clara e o Bernardo comeram tanto que saíram passando mal, mas o campeão foi um tiramissú de morango que nunca esqueceremos.
Antes de uma viagem à Itália é super recomendável fazer uma dieta, porque é tenso, tudo é gostoso.


No dia seguinte fomos logo cedo para o Vaticano. Tudo maravilhoso. 
Foi super emocionante a visita à Capela Sistina, emoção semelhante a de ver a Monalisa ou os girassóis do Van Gogh ou a Santa Ceia. Na teoria não pode tirar foto, tem muitos seguranças lá dentro, mas fato é que todo mundo fotografa e os guardinhas de vez em quando falam para parar, mas todo mundo tira. A Itália é meio esculhambada.




Isso é uma pintura, o relevo é efeito produzido pelo pintor. Incrível.





A Capela fotografada clandestinamente

Do Vaticano fomos para a Praça de São Pedro. Novamente, maravilhoso. A Basílica é muito maior do que eu imaginava, aliás, mais tudo: mais bonita, mais impressionante, mais, mais.











As visitas ao Fórum Romano e ao Coliseu também foram ótimas. Claro que depois de termos visto tudo aquilo que vimos no Egito, coisas construídas em 90 dc nem são tão impressionantes, mas somente na comparação porque sem comparar é realmente incrível.



















Além desses, que eu acho que são os pontos principais e imperdíveis, fomos aos jardins da Villa Borguese, onde alugamos um carrinho de pedalar para quatro pessoas que nos divertiu muito. 








Fomos também ao castelo de Santo Angelo, foi ótima a visita, a vista de lá de cima é linda.


Castelo Santo Angelo




Vista do Castelo Santo Angelo







Outra experiência que tem que ser vivida na Itália é saborear um gelato. Olha que eu nem ligo para sorvete, mas um gelato é um gelato.







Nós adoramos. Espero poder retornar à Itália em breve, voltaria sem pestanejar à Roma, será daquelas cidades que sempre acharei que vale a pena.


Agora farei uma pausa, pois estamos de malas prontas para a Alemanha! Não sei se conseguirei postar de lá, com certeza vou postar fotos no Instagram, e a pausa no blog não será um problema, o que não vai faltar é assunto na volta.




segunda-feira, julho 09, 2012

Parada Final - Luxor parte 2

As visitas aos templos de Luxor e Karnak já teriam valido a ida a Luxor, mas não ficou por aí. Ainda fomos ao Vale dos Reis e ao templo de Hatshepsut.
O vale dos reis é um grande platô ao pé de uma montanha onde foram construídos os túmulos de muitos faraós.
O guia nos explicou que eles deixaram de fazer as pirâmides devido aos saques. Nos túmulos, juntamente com o faraó mumificado, eram enterradas todas as coisas utilizadas em vida, seriam levadas com ele para a outra vida, depois da morte.
Então havia móveis, ferramentas, instrumentos musicais, comida, jóias, roupas, alimentos. Claro que todas essas coisas atraiam os saqueadores, então os faraós decidiram fazer as tumbas em um local onde fosse difícil serem encontradas - pois é claro que as pirâmides eram fáceis demais de localizar.
Os túmulos do Vale dos Reis são simplesmente buracos no chão, como entradas de metrô, que se abrem em grandes galerias onde eram guardados todas as riquezas, até a câmara final onde fica a múmia do faraó.

Infelizmente não tenho nenhuma foto, pois não é permitido fazer fotografias dentro do vale.
Outra coisa que aprendemos com nosso guia foi que o faraó Tutankhamon é tão badalado simplesmente porque o túmulo dele foi encontrado intacto. Ele nem foi um faraó muito expressivo porque morreu muito jovem, portanto não deu tempo de realizar grandes feitos em seu reinado nem de se construir um túmulo muito sensacional. Eles construíam os túmulos em vida. 
Aquela máscara mortuária, toda em ouro e turquesa, linda de morrer que está no Museu Egípcio é do Tutankhamon. 

A foto não é minha, já que também não é permitido tirar fotos no museu. 

Pena não termos fotos, as galerias dos túmulos são todas pintadas, é uma coisa linda, mesmo já não tendo mais nada dentro deles. E o melhor: a maior parte das inscrições está realmente intacta e em cores muito vivas.

A visita ao templo da Hatshepsut (difícil de pronunciar mas nosso guia deu a dica. Devemos falar rápido as seguintes palavras em inglês hat+sheep+suit e aí está)
Ela foi uma faraó mulher e o seu templo foi construídos pelo seu arquiteto que, dizem as más linguás, era seu amante. Ela foi uma boa governante, uma mulher poderosa e seu reinado foi um período de paz e prosperidade para o Antigo Egito.
O templo é igualmente majestoso e enorme. Ad pinturas e inscrições nas paredes que restam são muito bonitas, mas o mais surpreendente e interessante é que o templo não foi erguido, e sim encravado na falésia.Outros faraós, inclusive aparentados com a Rainha, chegaram a construir outros templos e galerias para encobrir a grade obra de seu reinado, mas as novas construções ruíram com a ação de terremotos e intemperismos, enquanto os dela resistiram e lá permanecem há milhares de anos.








Eu já havia contado que Luxor entrou em nosso roteiro devido a ser possível fazer passeios de balão. Infelizmente não pudemos voar. No dia agendado, estávamos como combinado as 5:30 da manhã aguardando nosso guia para nos levar ao balão.
O local dos vôos é na margem oposta do Nilo aos hotéis. Fomos de van até o local onde pegamos um barquinho para atravessar o Nilo. Do outro lado pegamos outra van que nos levou até o local das decolagens. Para total tristeza do Júlio e do Bernardo quando chegamos ao local estava o maior vendaval e por isso não deu vôo. O vento estava demasiado forte e não havia condições de segurança adequadas. Sou obrigada a confessar que não fiquei muito decepcionada, a bem da verdade eu fiquei bastante aliviada, mas juro que não agourei. Eu tinha aceito o desafio porque a Ana Clara disse que ia de qualquer jeito, e eu achei que se o balão tivesse que cair, era melhor que caísse com as duas. 
O fato é que não rolou e o Júlio ficou arrasado.

 Amanhecer no Nilo a caminho do balão
Barquinho para travessia do Nilo


Outro passeio tradicional de quem vai a Luxor é velejar de feluca. As felucas são embarcações a vela tradicionais do Nilo. Os meninos gostaram muito da experiência e do "feluqueiro", mas nós duas não fomos.



O Egito foi uma experiência incrível. Nada do que havíamos fantasiado antes de nossa viagem se pareceu com o que encontramos na realidade. Agora, quando vejo a praça Tahir pela televisão me recordo com o maior carinho de todos os nossos guias, do nosso amigo Salah e até mesmo dos vendedores inconvenientes, e torço do fundo do coração que a democracia seja definitivamente instituída e que aquele povo tão alegre possa realmente e merecidamente ser feliz.
Acho muito legal deixar registrado também aqui, que quando estávamos bem próximos da data de nossa viagem, aconteceu aquela tragédia no jogo de futebol numa cidade bem ao norte, onde houve centenas de mortos. As pessoas ficavam me perguntando se eu tinha certeza que ia mesmo, e eu é claro, estava morta de medo.
Eu passei a acompanhar diariamente toda e qualquer notícia de lá. Um dia assistindo a GloboNews, o repórter Diego Haidar entrou em uma reportagem ao vivo, direto do Cairo. Eu prontamente procurei se ele tinha perfil no Facebook - ele tinha, e eu envie uma mensagem explicando que estava de passagem comprada e muito temerosa. Ele muito gentilmente me respondeu que eu poderia ir sem medo, que estava tudo tranquilo para os turistas, por essa gentileza eu serei eternamente grata. Assim eu viajei calma e apostando que seria uma grande experiência, e foi.