segunda-feira, julho 09, 2012

Parada Final - Luxor parte 2

As visitas aos templos de Luxor e Karnak já teriam valido a ida a Luxor, mas não ficou por aí. Ainda fomos ao Vale dos Reis e ao templo de Hatshepsut.
O vale dos reis é um grande platô ao pé de uma montanha onde foram construídos os túmulos de muitos faraós.
O guia nos explicou que eles deixaram de fazer as pirâmides devido aos saques. Nos túmulos, juntamente com o faraó mumificado, eram enterradas todas as coisas utilizadas em vida, seriam levadas com ele para a outra vida, depois da morte.
Então havia móveis, ferramentas, instrumentos musicais, comida, jóias, roupas, alimentos. Claro que todas essas coisas atraiam os saqueadores, então os faraós decidiram fazer as tumbas em um local onde fosse difícil serem encontradas - pois é claro que as pirâmides eram fáceis demais de localizar.
Os túmulos do Vale dos Reis são simplesmente buracos no chão, como entradas de metrô, que se abrem em grandes galerias onde eram guardados todas as riquezas, até a câmara final onde fica a múmia do faraó.

Infelizmente não tenho nenhuma foto, pois não é permitido fazer fotografias dentro do vale.
Outra coisa que aprendemos com nosso guia foi que o faraó Tutankhamon é tão badalado simplesmente porque o túmulo dele foi encontrado intacto. Ele nem foi um faraó muito expressivo porque morreu muito jovem, portanto não deu tempo de realizar grandes feitos em seu reinado nem de se construir um túmulo muito sensacional. Eles construíam os túmulos em vida. 
Aquela máscara mortuária, toda em ouro e turquesa, linda de morrer que está no Museu Egípcio é do Tutankhamon. 

A foto não é minha, já que também não é permitido tirar fotos no museu. 

Pena não termos fotos, as galerias dos túmulos são todas pintadas, é uma coisa linda, mesmo já não tendo mais nada dentro deles. E o melhor: a maior parte das inscrições está realmente intacta e em cores muito vivas.

A visita ao templo da Hatshepsut (difícil de pronunciar mas nosso guia deu a dica. Devemos falar rápido as seguintes palavras em inglês hat+sheep+suit e aí está)
Ela foi uma faraó mulher e o seu templo foi construídos pelo seu arquiteto que, dizem as más linguás, era seu amante. Ela foi uma boa governante, uma mulher poderosa e seu reinado foi um período de paz e prosperidade para o Antigo Egito.
O templo é igualmente majestoso e enorme. Ad pinturas e inscrições nas paredes que restam são muito bonitas, mas o mais surpreendente e interessante é que o templo não foi erguido, e sim encravado na falésia.Outros faraós, inclusive aparentados com a Rainha, chegaram a construir outros templos e galerias para encobrir a grade obra de seu reinado, mas as novas construções ruíram com a ação de terremotos e intemperismos, enquanto os dela resistiram e lá permanecem há milhares de anos.








Eu já havia contado que Luxor entrou em nosso roteiro devido a ser possível fazer passeios de balão. Infelizmente não pudemos voar. No dia agendado, estávamos como combinado as 5:30 da manhã aguardando nosso guia para nos levar ao balão.
O local dos vôos é na margem oposta do Nilo aos hotéis. Fomos de van até o local onde pegamos um barquinho para atravessar o Nilo. Do outro lado pegamos outra van que nos levou até o local das decolagens. Para total tristeza do Júlio e do Bernardo quando chegamos ao local estava o maior vendaval e por isso não deu vôo. O vento estava demasiado forte e não havia condições de segurança adequadas. Sou obrigada a confessar que não fiquei muito decepcionada, a bem da verdade eu fiquei bastante aliviada, mas juro que não agourei. Eu tinha aceito o desafio porque a Ana Clara disse que ia de qualquer jeito, e eu achei que se o balão tivesse que cair, era melhor que caísse com as duas. 
O fato é que não rolou e o Júlio ficou arrasado.

 Amanhecer no Nilo a caminho do balão
Barquinho para travessia do Nilo


Outro passeio tradicional de quem vai a Luxor é velejar de feluca. As felucas são embarcações a vela tradicionais do Nilo. Os meninos gostaram muito da experiência e do "feluqueiro", mas nós duas não fomos.



O Egito foi uma experiência incrível. Nada do que havíamos fantasiado antes de nossa viagem se pareceu com o que encontramos na realidade. Agora, quando vejo a praça Tahir pela televisão me recordo com o maior carinho de todos os nossos guias, do nosso amigo Salah e até mesmo dos vendedores inconvenientes, e torço do fundo do coração que a democracia seja definitivamente instituída e que aquele povo tão alegre possa realmente e merecidamente ser feliz.
Acho muito legal deixar registrado também aqui, que quando estávamos bem próximos da data de nossa viagem, aconteceu aquela tragédia no jogo de futebol numa cidade bem ao norte, onde houve centenas de mortos. As pessoas ficavam me perguntando se eu tinha certeza que ia mesmo, e eu é claro, estava morta de medo.
Eu passei a acompanhar diariamente toda e qualquer notícia de lá. Um dia assistindo a GloboNews, o repórter Diego Haidar entrou em uma reportagem ao vivo, direto do Cairo. Eu prontamente procurei se ele tinha perfil no Facebook - ele tinha, e eu envie uma mensagem explicando que estava de passagem comprada e muito temerosa. Ele muito gentilmente me respondeu que eu poderia ir sem medo, que estava tudo tranquilo para os turistas, por essa gentileza eu serei eternamente grata. Assim eu viajei calma e apostando que seria uma grande experiência, e foi. 


Um comentário:

  1. Obrigada por permitir que eu participasse de sua viagem... Adorei! :)

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